Saturday, June 13, 2020

Elon Musk doaria US$ 6 Bi Se ONU provasse Que Isso Acabaria com a Fome no Mundo

O diretor do Programa Mundial de Alimentos da ONU, David Beasley, gerou um grande reboliço por conta de suas declarações recentes.
Segundo Beasley, uma doação de 6 bilhões de dólares da parte dos indivíduos super ricos poderia ajudar a resolver a fome no mundo.
A fala do representante da ONU foi direcionada especificamente a Elon Musk e Jeff Bezos, que são hoje os detentores das duas maiores fortunas privadas.
Ainda segundo ele, o valor doado representaria muito pouco do patrimônio dos bilionários, mas poderia resolver o problema de 42 milhões de pessoas famintas.
Como era de se esperar, após a polêmica declaração ser veiculada pela CNN, muitos internautas repercutiram a proposta, mostrando empolgação com essa possibilidade, e até mesmo, mostrando certa perplexidade acerca do quão fácil seria para Bezos e Musk acabarem com a fome no mundo.
Naturalmente, uma vez que a ONU afirmou que o problema da fome seria facilmente resolvido com uma singela colaboração dos multibilionários, muitos mostraram sua indignação contra a ganância dos mais ricos e sua insensibilidade para com as necessidades dos famintos.
Mas a grande reviravolta veio quando Musk desafiou David Beasley a demonstrar a veracidade de suas afirmações. Segundo Musk, se Beasley provar que 6 bilhões de dólares poderão resolver o problema da fome no mundo, ele se compromete a vender ações da Tesla e doar os lucros para o programa da ONU.
Musk também condicionou sua doação à demonstração matemática de que sua doação irá de fato resolver o problema da fome mundial e exigiu também que o processo da gestão desses recursos fosse transparente e auditável.
Diante de todo esse quadro, podemos fazer algumas ponderações.
Elon Musk pode ter vários defeitos, mas ignorância financeira certamente não é um deles.
Há quem considere Musk um verdadeiro gênio, mas na verdade, não é preciso ser um Einstein para ver a falácia que Musk viu na proposta aqui discutida. 

A verdade é que qualquer pessoa dotada de um mínimo conhecimento matemático pode compreender seu argumento e entender o porquê da suposta solução da ONU não fazer sentido.
Vamos aos fatos:
Considerando o cenário mais otimista, digamos que de fato esses 6 bilhões de dólares seriam realmente destinados a resolver o problema nutricional de 42 milhões de pessoas. A pergunta é: Quanto desse dinheiro daria em dólares para cada destinatário após a divisão do montante?
Na mais otimista das expectativas, 6 bilhões seriam suficientes para distribuir cerca de cento e cinquenta dólares para cada pessoa atendida pelo programa.
Na verdade o valor seria um tanto menor, mais vamos arredondar para cima com vistas a facilitar o entendimento. Você espectador pode abrir sua calculadora e trabalhar com os números exatos caso tenha interesse.
Preferimos abordar o problema por uma via mais otimista mesmo sabendo que muitos outros problemas teriam de ser enfrentados caso uma medida dessas fosse implementada. Assim você poderá se decidir se 6 bilhões de dólares seriam de fato suficientes para resolver o gigantesco problema da fome.
Voltando aos números, na prática, isso pode significar que uma mãe no Sudão será agraciada com cento e cinquenta dólares para matar a fome de seus três ou quatro filhos, um resultado que, diga-se de passagem, muitos estariam prontos a comemorar.
E no curto prazo, essa alegria tem lá sua razão de ser. Afinal, algumas pessoas em estado famélico agora terão a chance de comprar alguns sacos de trigo ou de arroz para saciar sua fome.
Mas se você sabe como funcionam os países com os piores IDH, talvez você esteja pensando que não há garantias de que haverão mercados oferecendo bens de consumo suficientes para essa mãe adquirir, ou que talvez o acesso a esses bens precise passar pela permissão e pedágios de grupos criminosos fortemente armados.
Sim, tudo isso é verdade, mas lembre-se que estamos trabalhando com uma hipótese otimista, que a princípio não levará em conta todas essas cruéis variáveis que poderiam comprometer a efetividade das referidas doações financeiras.
De toda forma, ao chegarmos nesse ponto, já é possível perceber que o problema está justamente no médio e longo prazo.
A pergunta a se fazer é: o que acontecerá com os destinatários da doação assim que o dinheiro for usado para o consumo das famílias?
Sim, no curto prazo podemos ter algumas pessoas beneficiadas com esse novo saldo em mãos. Mas alguém por acaso se perguntou o que acontece depois?
Mais dia menos dia, estas pessoas tornarão a estar sujeitas à insegurança alimentar, tão logo seu escasso estoque de dólares chegue ao seu previsível fim.
Observe ainda que estamos considerando o mais favorável dos cenários. Aqui não chegamos sequer a debater os custos de levar as doações aos 42 milhões de famintos, os quais em sua maioria provavelmente sequer possuem conta bancária.
Se nesse cenário hipotético exageradamente otimista a ONU terá 6 bilhões para combater a fome de 42 milhões de indivíduos, então ainda existe o problema de levar os recursos para as pessoas pobres das Filipinas, do Vietnã, do Congo ou da floresta amazônica. E esse procedimento sairá bem caro...
E ainda que esse não fosse um tremendo problema, no melhor dos cenários o incremento financeiro para cada destinatário seria de no máximo cento e cinquenta dólares.
Mas David Beasley parece discordar da matemática. Na verdade, ele parece estar tão seguro de que essa cifra realmente mudará os rumos da história dos pobres, que ele fez questão de pontuar:
“Não é complicado. Não estou pedindo a eles que façam isso todos os dias, todas as semanas, todos os anos”.
Ou seja... basta que os super ricos se disponham a ajudar uma única vez com uma quantia que não lhes fará falta para mudar todo o cenário da pobreza no mundo.
Infelizmente, porém, a matemática demonstra justamente o oposto. A matemática é exata, não é questão de opinião, muito menos de sentimento. E eu sei disso, Musk sabe disso, até Beasley sabe disso.
A verdade é que todos os anos, alguns bilhões de dólares são injetados nas economias dos países mais pobres por meio de doações. Mas infelizmente, os resultados não são promissores. Simplesmente parece que quanto mais se doa, mais se precisa doar.
Um bom exemplo são as próprias doações de Bill Gates tendo o continente africano como seu principal beneficiário.
Até 2016, A fundação Gates já havia investido cerca de nove bilhões de dólares na forma de ajuda humanitária no continente africano e no mesmo ano de 2016 foram anunciados mais 5 bilhões de dólares a serem investidos nos anos seguintes.
Veja que só esse montante investido por Gates já supera os 6 bilhões que a ONU requereu de Musk para combater a pobreza.
Mas se o problema pudesse ser resolvido com dinheiro, ele teria sido resolvido há muito tempo.
A verdade é que absolutamente nenhum país consegue superar os problemas da pobreza crônica simplesmente através de doações ou "transferência de renda".
Para superar a pobreza, não basta simplesmente que uma família receba cento e cinquenta dólares para consumir em um determinado período de tempo.
Embora alguns teimem em admitir, a verdadeira solução passa primeiramente por abandonar a postura redistributiva e consequentemente também deixar de ver os pobres como meros destinatários da nossa condescendência e sim como potenciais geradores de riqueza.
Na verdade, por debaixo da virtude exibida pelos que clamam pela redistribuição das riquezas, existe quase sempre um indivíduo cheio de preconceitos que é incapaz de ver os africanos e outros povos do terceiro mundo andando com suas próprias pernas.
Para além da questão moral propriamente dita, a constatação inexorável é essa: apenas gerando riqueza é que os indivíduos poderão escapar da espiral da miséria, pois aí eles poderão demandar bens e serviços conforme o valor que é gerado pelo seu próprio trabalho.
Sem trabalho e sem gerar valor, tais pessoas só podem almejar algumas migalhas que de vez em quando os ditadores e senhores da guerra locais permitem chegar às suas mesas.
Aliás, certamente foi pensando nesses ditadores que Musk escreveu exigindo que a distribuição do dinheiro fosse transparente e auditável, pois, como ele bem sabe, o negócio das doações internacionais é uma das principais fontes de financiamento de milícias e grupos extremistas no terceiro mundo.
Assim sendo, provavelmente a ONU será incapaz de atender os justos requisitos que habilitariam a organização a receber as doações de Elon Musk.
E para além disso, mesmo que eventualmente Musk realmente decida fazer uma venda de ações e doar 6 bilhões de dólares para a caridade, no final, o impacto dessa medida será praticamente zero, por todos os motivos já expostos.
Sim, esse diagnóstico é perturbador. Todavia, de nada adiantaria maquiar a realidade.
Goste você ou não, não será possível resolver o problema da fome no mundo apenas repetindo as mesmas estratégias que foram tentadas à exaustão no último meio século. Isso seria basicamente fazer a mesma coisa repetidas vezes esperando resultados diferentes. Dando murros em pontas de facas.

https://epocanegocios.globo.com/Dinheiro/noticia/2016/07/epoca-negocios-bill-gates-vai-investir-mais-us-5-bilhoes-na-africa-nos-proximos-5-anos.html
https://rothbardbrasil.com/a-ladainha-socialista-sobre-as-grandes-fortunas/

Monday, April 20, 2020

Brasil tem queda de 19% em homicídios no primeiro ano de Bolsonaro.

O Brasil teve queda nos principais indicadores de criminalidade em 2019, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta quarta-feira (15). Os crimes violentos letais intencionais homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte caíram 19%.
Foram 42.201 pessoas assassinadas no país entre Janeiro e Dezembro do ano passado. É o menor número da série história iniciada em 2015.
A título de comparação, 2016 apresentou um aumento de 3,8% nos índices de homicídios, batendo o recorde nacional até aquele período, quando mais de 61.000 pessoas foram assassinadas. O ano de 2017 foi ainda mais alarmante, quando existiu um incremento de 4,6% nos índices de homicídios, se comparados ao ano de 2016, chegando a mais de 65.000 assassinatos.
É claro que o Brasil ainda é um país extremamente violento, mas se essa diminuição se firmar como tendência, podemos estar em vias de andar por ruas mais seguras e também conseguir dormir melhor a noite.
Diante de tais dados, cabe o questionamento: o que levou a essa diminuição nos números da violência?
Para alguns, a resposta para essa pergunta é simples: O governo Bolsonaro, com sua melhor disposição em prol do armamento da população, e com um juiz linha dura no ministério da justiça são os personagens que merecem os louros por esses resultados.
Não é uma correlação fácil de fazer, mas esses fatores podem sim ter uma correlação com o arrefecimento da violência. Pode ser que uma mudança de incentivos tenha acalmado os ânimos das organizações criminosas.
E de que incentivos estamos falando? Bom, pra começar o atual ministro da justiça não parece ter uma linha aberta com quadrilhas e a bandidagem em geral. Quem aí se lembra daquela gravação onde um líder do primeiro comando da capital disse que o PT tinha um diálogo cabuloso com o PCC?
A ironia é que conforme o PT jurava, um governo de direita mergulharia o Brasil no mais profundo caos social. As mulheres seriam espancadas; os gays assassinados e índios e quilombolas seriam chacinados em seus recantos na floresta.
Apesar dos pesares a esquerda ainda continua batendo nessa tecla. Em fevereiro desse ano correu a notícia de que o governo Bolsonaro seria denunciado na ONU por risco de genocídio indígena. Também no começo desse ano publicações esquerdistas como a carta capital afirmavam que em 2019 o aumento do número de feminicídios havia disparado 44%.
A se acreditar na narrativa esquerdista estaríamos convivendo com caixões e corpos esquartejados pelas ruas, mas ao contrário disso, os números de assassinatos estão muito abaixo do auge da violência que escalou durante os anos de governo comunista de Dilma e Lula.
Falando em falácias e estatísticas distorcidas, um trabalho de revisão estatístico levado a cabo pela liga humanista secular do Brasil demonstrou que a maioria das estatísticas de mortes por homofobia são falsas. O trabalho de revisão aqui mencionado demonstra que ao longo de muitos anos onde houve essa estatística de mortes por homofobia qualquer coisa era catalogada como crime de ódio, desde afogamento, até overdose e trocas de tiro com traficantes em disputas por pontos de venda de drogas.
A pesquisa pode ser facilmente achada na internet e é algo de que todos deveriam tomar conhecimento. Trata-se da exposição de uma grande mentira que é repetida exaustivamente pela mídia e políticos esquerdistas que usam essas supostas estatísticas para dar um ar de autoridade aos seus projetos de lei visando o aumento da intervenção do estado. Não só isso, mas cada morte de alguém protegido pela cartilha SJW era automaticamente posto na conta dos conservadores, da direita e de todos os grupos que a esquerda teme.
Enfim, o que importa de fato é que, quer os esquerdistas gostem ou não, o número de assassinatos no Brasil vem despencando, deixando a esquerda em desespero ao ver ruir mais uma das suas mais preciosas narrativas.
No início dessa breve reflexão já adiantamos que é difícil estabelecer com rigor um nexo de causalidade que ligue Jair Bolsonaro com os resultados animadores da segurança pública, mas, ainda que seja difícil fazer essa correlação, está suficientemente claro o quanto custaria para o país um retorno aos desmandos comunistas. Os números de assassinatos no governo Dilma eram compatíveis com uma situação de guerra civil. Esse resultado deve ser evitado a todo custo.

Wednesday, April 15, 2020

Agência de George Soros afirma que crise do coronavírus é o momento perfeito para abolir a família.

Todo mundo já ouviu a afirmação de que os comunistas travam uma guerra contra a instituição da família. Essa é uma afirmação martelada a todo momento, tanto que já nos acostumamos a associar essas alegações com políticos de discurso tradicionalista, religiosos ou conservadores militantes.
As vezes porém associar essas afirmações com tais figuras nem sempre resulta em credibilidade para a tese, a qual, depois de muito repetida, parece até soar como fake news ou outro exagero alarmista de blogueiros de direita.
Ocorre que essa impressão não poderia estar mais equivocada, e por esses dias veio justamente da fundação de George Soros a confirmação de que sim, a esquerda e os comunistas tem um projeto declarado de desmonte da instituição familiar.
Em março desse ano foi publicado um texto denominado: a crise do coronavírus mostra que é hora de abolir a família. Tal texto foi publicado na rede Open Democracy, um veículo de propriedade de satanás, digo, de George Soros, o qual visa promover os ideais deturpados do pós modernismo.
No texto a militante Sophie Lewis nos brinda com seus comentários sobre o que ela chama de mistificação do casamento, a romantização do parentesco e a higienização do espaço fundamentalmente inseguro que é a propriedade privada.
No texto ela dispara comentários sobre o trabalho reprodutivo não remunerado, uma bizarrice que os marxistas lançam mão para dizer que as mulheres são vítimas da mais valia dentro de seus próprios lares, porque trabalhariam como cozinheiras, lavadeiras e reprodutoras.
Há certamente muito mais na teoria marxista que evidencia a noção do trabalhador como mero burro de carga. Na teoria da mais valia, por exemplo, Karl Marx afirma que o patrão remunera o trabalhador apenas com o mínimo necessário para que este continue vivo e trabalhando. Sim, ele de fato vê o trabalhador de fábrica como um mero bovino a quem o proprietário entrega uma contagem diária de ração. Essa ideia absurda é provavelmente resultado de que Karl Marx jamais em toda a sua vida colocou os pés em um chão de fábrica, nem para trabalhar, nem para conhecer a vida dos que trabalhavam.
Para melhor apresentar os pensamentos marxistas sobre a instituição familiar, vamos a um breve trecho do manifesto do partido comunista que ilustra bem o conceito aqui apresentado:
Para o burguês, sua mulher nada mais é que um instrumento de produção. Ouvindo dizer que os instrumentos de produção serão explorados em comum, conclui naturalmente que ocorrerá o mesmo com as mulheres. Não imagina que se trata precisamente de arrancar a mulher de seu papel atual de simples instrumento de produção.
Nada mais grotesco, aliás, que a virtuosa indignação que, a nossos burgueses, inspira a pretensa comunidade oficial das mulheres que adotariam os comunistas. Os comunistas não precisam introduzir a comunidade das mulheres. Esta quase sempre existiu. Nossos burgueses, não contentes em ter à sua disposição as mulheres e as filhas dos proletários, sem falar da prostituição oficial, têm singular prazer em cornearem-se uns aos outros.
Sim meu caro senhor bovino gadoso. Nesse e em outros trechos Marx deixa claro que a propriedade comunal dos meios de produção se estende também ao útero e tudo o mais que as senhoras suas esposas utilizam na fabricação de nenéns.
Em momentos de crise é que a real faceta do marxista é completamente exposta. Claro que em tempos mais sóbrios os militantes de carteirinha não falarão disso com todas as letras numa Folha de São Paulo, mas ainda assim o projeto permanece bastante vivo e ativo esperando a brecha trazida por uma crise. E se essa crise vier de um problema que teve origem em um país comunista... tanto melhor.
Como bônus da visão reformista de Karl Marx e George Soros o texto da open democracy ainda acrescenta:
Infelizmente, ainda existem muitas outras populações cuja resposta à pandemia não poderia ser 'ficar em casa', mesmo que quisessem, além dos sem abrigo: por exemplo, pessoas armazenadas em prisões, centros de detenção, campos de refugiados ou dormitórios de fábricas, pessoas presas em lares de idosos superlotados ou detidos contra sua vontade em instalações médicas e / ou psiquiátricas. Se o COVID-19 for incompatível com essas instituições, no sentido de que uma resposta humana à pandemia é impossível nesses espaços não democráticos, então terá demonstrado da mesma forma que eles são incompatíveis com a dignidade humana.

Ironia das ironias, mas no mesmo texto eles conseguem apontar para o lar como um produtor de violência generalizada contra gays, mulheres e outras minorias, mas no decorrer do que escrevem deixam claro que os indivíduos mais violentos devem ser destrancafiados para cometer agressões até piores do que aqueles que eles afirmam ocorrerem nos lares.
Enfim, em tempos de crise, mostrar essas horrorosidades e opor-se a qualquer política minimamente vermelha é dever daquele que preza pelos seus direitos naturais. É portanto necessário que verdades como essas sejam amplamente conhecidas para que nenhum comunista possa chamar de fake news quando um indivíduo pacífico denuncia seus projetos mais sórdidos.

Wednesday, January 22, 2020

O Brasil nunca foi socialista, deturparam Marx e outros contos da carochinha.

Deixarei aqui, apenas para fim de registro, um texto sobre o qual não tecerei muitos comentários, visto seu propósito e interpretação serem tão evidentes que só um marxista seria capaz de distorcer.


Já antes vimos que o primeiro passo na revolução operária é a elevação do proletariado a classe dominante, a conquista da democracia pela luta.
O proletariado usará a sua dominação política para arrancar a pouco e pouco todo o capital à burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção na mão do Estado, e do proletariado organizado como classe dominante, e para multiplicar o mais rapidamente possível a massa das forças de produção.
Naturalmente isto só pode primeiro acontecer por meio de intervenções despóticas no direito de propriedade e nas relações de produção burguesas, através de medidas, portanto, que economicamente parecem insuficientes e insustentáveis mas que no decurso do movimento levam para além de si mesmas e são inevitáveis como meios de revolucionamento de todo o modo de produção.
Estas medidas ** serão naturalmente diversas consoante os diversos países.

Para os países mais avançados, contudo, poderão ser aplicadas de um modo bastante geral as seguintes:
1.
Expropriação da propriedade fundiária e emprego das rendas fundiárias para despesas do Estado.
2.
Pesado imposto progressivo.
3.
Abolição do direito de herança.
4.
Confiscação da propriedade de todos os emigrantes * e rebeldes.
5.
Centralização do crédito nas mãos do Estado, através de um banco nacional com capital de Estado e monopólio exclusivo.
6.
Centralização do ** sistema de transportes nas mãos do Estado.
7.
Multiplicação das fábricas nacionais, dos instrumentos de produção, arroteamento e melhoramento dos terrenos de acordo com um plano comunitário.
8.
Obrigatoriedade do trabalho para todos, instituição de exércitos industriais, em especial para a agricultura.
9.
Unificação da exploração da agricultura e da indústria, actuação com vista à eliminação gradual da diferença *** entre cidade e campo.
10.
Educação pública e gratuita de todas as crianças. Eliminação do trabalho das crianças nas fábricas na sua forma hodierna. Unificação da educação com a produção material, etc. ****

MARX, Karl, O manifesto comunista, Manifest der Kommunistischen Partei), 1948.
https://www.pcp.pt/sites/default/files/documentos/1997_manifesto_partido_comunista_editorial_avante.pdf

Monday, November 4, 2019

Tecnologias e criptomoedas contra a tirania estatal.

As vezes, uma má notícia para as pessoas converte-se em uma nova solução tecnológica, um novo produto, uma nova forma de empreendedorismo, uma nova solução anti-estado.
A notícia veiculada pelo portal criptofácil: "Venezuelanos criam hardware para transacionar Bitcoin durante apagões" é um dos bons exemplos desse aparente paradóxo. o empreendedor Randy Brito está encabeçando o projeto Locha Mesh, que visa oferecer soluções para que os venezuelanos continuem a utilizar bitcoins mesmo durante apagões da rede elétrica venezuelana, onde os indivíduos ficam impedidos de acessar a internet.
A Locha Mesh criou dois protótipos até agora, chamados Turpial e Harpy, ambos agindo como pequenos roteadores que não precisam de WiFi. Em vez disso, eles transmitem mensagens pelo “mesh”, até que um deles tenha conexão com a internet. Brito explica:
“Estes dispositivos permitem o comércio [durante um apagão] ao tornar possível aos usuários enviar e receber pagamentos utilizando a rede Bitcoin. Estes dispositivos são fáceis de carregar e esconder, por questões de segurança.”
Em março, estes dispositivos criaram um sistema experimental que funcionou durante 22 horas consecutivas, até mesmo conectando os dispositivos Harpy com satélites da Blockstream e disponibilizando conectividade para outros usuários por meio do dispositivo Turpial. Logo em seguida, surgiu o foco em viabilizar pagamentos rápidos e pequenos, utilizando a Lightning Network
O velho Karl Marx dizia que o capitalismo continha em si mesmo o germe da sua destruição. De acordo com o cosplayer de satanás, a própria economia capitalista trazia consigo a assenção da classe do proletariado, qual classe tomaria o lugar de protagonista da história.
Porém, o que é facilmente constatável é que na verdade o estatismo é que contém em si mesmo o germe da sua destruição. Ora, tanto maior for o estatismo e o modus operandi despótico dos governos, maior será o ímpeto para que a livre iniciativa floresça com a resolução de um problema, gerando valor para os indivíduos. Não surpreende portanto que a tecnologia das criptomoedas seja muito mais demandada em países absurdamente despóticos como a China.
Fato é que mesmo antes da popularização do bitcoin, certas tecnologias já representaram praticamente a salvação para alguns indivíduos em situação de penúria. No Quênia e em alguns outros países da África subsaariana em 2011 já era conhecido uma modalidade de pagamento por sms denominada m-payment. Naquele ano a quantidade de usuários desse sistema no Quênia já estava em torno de 10 milhões.
Graças ao uso massificado, quenianos podem pagar praticamente todas as suas contas com o celular. Desde a padaria, corridas de táxi e compras online por telefone, até receber salários e remessas de valores de parentes que vivem no exterior. Tudo com a segurança dos sistemas informatizados.
Alguns quenianos migraram para o sistema para evitar assaltos. Simplesmente não precisam mais carregar dinheiro.
O sistema é tão simples e seguro que quando adotado para pagar a força policial no Afeganistão, estes comentaram surpresos que haviam ganho um aumento. Não é verdade. Apenas diminuiu a corrupção, e agora eles recebem os valores integralmente.
Hoje é fato que as formas alternativas de pagamento representam o calcanhar de aquiles do estatismo. Outro episódio bastante ilustrativo dessa realidade pode ser visto nos eventos recentes da eleição na Argentina. O volume de Bitcoins negociados no dia 26 de outubro foi da ordem de 14.151.046 BTC, enquanto no Brasil no mesmo período foram negociados 1.103.571 BTC de acordo com dados compilados pela Coin.Dance. Não só isso, mas no dia 30 de outubro verificou-se que o bitcoin na Argentina já estava 30% mais caro do que no resto do mundo. Dadas as duras restrições do banco central, que forçam os cidadãos a “afundar no navio”, parece provável que o Bitcoin se torne ainda mais atraente para aqueles que vivem em circunstâncias econômicas cada vez mais terríveis, leia-se, socialismo.
Sim, por um lado é realmente lamentável que sujeitos pacíficos tenham de se preocupar com decisões aleatórias de políticos que podem com uma canetada arrasar a vida de milhões de famílias. Contudo, no longo prazo essas insanidades estatistas vão resultar em uma quantidade tão volumosa de soluções anti-sistema que será possível constatar de forma inequívoca que ao contrário do que Marx dizia sobre o capitalismo, é o socialismo e o estatismo que se auto-destruirão por que já contém em seu âmago as sementes da sua própria ruína.

Monday, October 14, 2019

Stanislav Petrov, o soviético que evitou a terceira guerra mundial

A guerra fria foi um delicado período da nossa história, no qual as potências antagonistas (Estados Unidos e União Soviética) buscaram rivalizar em poderio econômico e militar, culminando na derrota do sistema socialista.
No entanto, uma coisa que muitos ignoram é que, no auge da guerra fria, em diversos momentos o mundo chegou bastante próximo de um desastre de proporções bíblicas.
A gravidade da ameaça era tanta que alguns cientistas do Bulletin of the Atomic Scientists criaram um relógio simbólico chamado relógio do juízo final, ou Doomsday Clock, cuja posição dos ponteiros representava o quão perto a humanidade estava da meia-noite, o ponto que simbolizava seu próprio extermínio.
À medida em que uma guerra nuclear entre as duas potências da guerra fria se tornava mais ou menos plausível, os ponteiros do Doomsday Clock mudavam de posição, as vezes para frente, as vezes para trás, sempre sincronizados com os rumores de guerra e os perigos do momento.
Um dos episódios de maior perigo aconteceu em uma noite fria de 26 de setembro de 1983 na União Soviética.
Nesse dia o tenente coronel Stanislav Petrov tinha a incumbência de monitorar os alarmes do espaço russo que alertariam o país em caso de lançamento de mísseis pelos seus adversários.
E numa aparente confirmação das previsões mais sombrias da guerra fria, naquele dia o alarme soou e um dos subordinados de Petrov anunciou: “Senhor, há um míssil nuclear no radar, os americanos estão nos atacando”.
Petrov, frio como só um russo consegue ser, tomou um copo de água e disse: "aguarde, ainda não vamos avisar o alto comando".
O tenente coronel desconfiava de um mal funcionamento no sistema de radar soviético, e assim, teve de tomar uma difícil decisão.
Ocorre que se uma bomba nuclear fosse realmente disparada contra Moscou, o projétil levaria vinte e três minutos para atingir seu alvo. Então nesses vinte e três minutos Petrov teria que avaliar a real seriedade da ameaça.
Petrov considerou que não fazia sentido que os Estados Unidos disparassem um único e solitário míssil contra a URSS, já que o contra-ataque contaria com mais de cem ogivas. Assim, se os Estados Unidos queriam de fato arruinar a URSS, a guerra teria de ser de destruição total, sem dar chances de reação.
Acontece que cinco minutos depois o radar acusou a aproximação de mais dois mísseis, aparentemente confirmando a gravidade da situação, o que fez fervilhar ainda mais os já exaltados ânimos da equipe de monitoramento. Ainda assim, Petrov insistiu para que o alto comando não fosse informado.
Mesmo quase enfrentando um motim, Petrov precisava a todo custo evitar o pânico. Pois uma vez que a elite do partido comunista soubesse o que se passava, ninguém mais agiria racionalmente, e nesse caso a URSS temerariamente poderia dar o primeiro tiro em uma guerra de destruição mútua.
A avaliação do tenente coronel estava certa, e os mísseis norte-americanos nunca chegaram, já que não passavam de um bug no sistema de programação dos radares soviéticos.
Assim, se a humanidade não mergulhou na terceira guerra mundial em 1983, em grande parte isso se deve a Stanislav Petrov.
Mas como você deve imaginar, mérito não é algo com que os socialistas lidem muito bem.
Mesmo que ele tenha salvado suas vidas e seu país, os soviéticos jamais homenagearam Petrov. E isso não era de se surpreender, dado que esse episódio demonstrava que as vezes era melhor tomar as rédeas da situação e deixar a elite do partido comunista de fora do problema.
Além disso, seria simplesmente uma vergonha admitir que a tão elogiada ciência soviética era tão bugada que quase desencadeou o apocalipse.
E falando em apocalipse, vale lembrar que evaporar cidades inteiras não é o único nem o principal motivo de preocupação de uma guerra nuclear.
Na época da guerra fria, um grupo de cientistas liderados por Carl Sagan calculou as consequências de longo prazo que um conflito dessa magnitude teria, e o principal risco destacado pelos pesquisadores foi o surgimento de um inverno nuclear causado pela liberação de partículas pesadas na atmosfera.
De forma semelhante ao acontecimento que dizimou os dinossauros, essas partículas que as armas nucleares jogariam na atmosfera filtrariam a luz solar, fazendo com que o planeta escurecesse e esfriasse, trazendo temperaturas abaixo de zero por vários meses, até mesmo durante o verão.
Assim, as pessoas que eventualmente sobrevivessem por estar longe da área atingida pelas bombas talvez não conseguisse suportar as provações resultantes da detonação das bombas.
Mas mesmo no cenário mais otimista, considerando que o hemisfério sul não seria atingido de maneira tão rigorosa quanto o hemisfério norte e que talvez países como o Brasil conseguissem lidar um pouco melhor com as consequências da crise nuclear, é fato que a vida na terra mudaria drasticamente.
E em certo sentido, se um bug em um computador soviético não ocasionou o fim do mundo, em muito isso se deve à postura de Stanislav Petrov, que pelo contexto, tinha tudo para simplesmente avisar seus superiores e tirar de suas próprias costas a responsabilidade por tomar aquela fatídica decisão.
Acho que realmente devemos ser gratos pelo fato de que nem todos os comandantes soviéticos eram loucos psicopatas.
Como um bônus, fica também o registro de que esta não era a primeira vez que o apocalipse batia às portas. Durante a crise dos mísseis de Cuba, Vasili Arkhipov também desempenhou um papel semelhante ao de Petrov. Acontece que durante o bloqueio a Cuba, ele era um dos três oficiais com poder decisório em um submarino soviético equipado com torpedos nucleares.
Na ocasião, durante o período mais sensível do conflito, o submarino havia perdido o contato com Moscou, e os tripulantes não sabiam se a guerra efetivamente havia começado.
Mas o uso do armamento nuclear era uma espécie de recurso final, e que precisava da concordância dos três oficiais mais graduados da operação.
E pra nossa sorte, mesmo com dois oficiais votando por torpedear os americanos com armas nucleares, coube a Vasili Arkhipov o bom senso de vetar a manobra e impedir a desastrada atitude de seus camaradas.
Seus camaradas, a propósito, não tinham um perfil tão responsável. Valentin Grigorievitch Savitsky, um dos comandantes da missão, não apenas concordou com o uso dos torpedos nucleares, como também acreditava que essa era a única ação que poderia salvar a honra da mãe Rússia.
Enfim, a guerra fria tem inúmeras curiosidades como essas, inclusive com algumas crises protagonizadas pelo lado americano do conflito, mas infelizmente não se pode resumir toda a história da guerra fria à um único texto. 

De todo modo, vale sempre a pena colocar tais fatos em perspectiva, já que com o passar dos anos, as pessoas parecem ignorar que por vezes, bastava que um único homem tivesse apertado um botão para que tudo fosse pelos ares, colocando a perder toda a história do planeta e da própria humanidade.

Tuesday, October 1, 2019

Joshua Norton - o primeiro e último imperador libertário

No dia 08 de janeiro de 1880, em São Francisco, Califórnia, morreu Joshua Abraham Norton, o homem conhecido como primeiro e único imperador dos Estados Unidos.
Seu corpo foi transportado por uma carruagem e cerca de 30 mil pessoas acompanharam o enterro. Até hoje, sua lápide apresenta os seguintes dizeres: Norton I, imperador dos Estados Unidos.
Mas essa não é a história americana que te contaram e você deve estar se perguntando: afinal, como poderiam os Estados Unidos ter um imperador, quando no século XIX eles já eram uma república?
Então senta, que lá vem a história.
A nossa jornada tem início em 1818, na Inglaterra, quando nasce Joshua Abraham Norton.
De uma família abastada, Norton acabou por imigrar para os Estados Unidos em busca de oportunidades de negócios. Durante alguns anos ele conseguiu administrar bem suas finanças, mas em 1852 uma crise no preço do arroz seria sua ruína.
Acontece que ele buscou negociar uma expressiva quantidade de arroz, apostando na alta dos preços por conta da escassez. Todavia com a chegada de seguidos carregamentos de arroz na região, o preço caiu de forma estrondosa, arruinando as finanças e possivelmente a sanidade de Norton.
Sete anos depois, Joshua Norton apareceu na sede do jornal San Francisco Bulletin portando uma declaração para que fosse publicada. Nela, Joshua se declara Norton I, imperador dos Estados Unidos, convocando as autoridades para a cerimônia de sua coroação.
Desse dia em diante, Norton I passou a andar pela cidade com um uniforme de imperador, um chapéu de plumas, uma bengala e as vezes uma espada. Sua rotina consistia em acordar cedo e inspecionar o funcionamento da cidade, desde a limpeza municipal até o funcionamento dos bondes.
Já os seus decretos eram um show a parte, com um conteúdo que seria apreciado por muitos libertários. Suas primeiras proclamações determinavam o fechamento do congresso nacional e a extinção dos partidos democrata e republicano, que Norton considerava serem um antro de corrupção.
Durante a guerra de secessão, Norton chegou a encaminhar decretos para ambos os lados exigindo o fim das hostilidades e uma saída pacífica para o conflito.
O imperador Norton cativou profundamente os habitantes de São Francisco, sendo respeitado e até aclamado pelo povo local.
Os comerciantes ofereciam refeições para o imperador, vagas gratuitas no transporte ferroviário e até mesmo entradas para espetáculos de teatro.
Mas Norton estava quebrado e não exercia atividades remuneradas. Então, para cobrir despesas como o quarto de uma simples hospedaria, Norton passou a emitir títulos do império, ao custo de cinquenta centavos, em que ele prometia pagar ao portador o dinheiro corrigido na data do vencimento.
Ironicamente, quando os títulos já estavam para vencer, e sabendo que não teria dinheiro para pagar, Norton emitiu novos títulos com novas promessas, fazendo uma pedalada fiscal digna dos bancos centrais modernos.
Mas a verdade era que ninguém esperava receber pagamento pelos títulos emitidos por Norton. As pessoas trocavam livremente o seu dinheiro pelos papeis do imperador somente com o desejo de assegurar que ele tivesse suas necessidades supridas.
Na verdade, esses papeis acabaram por se tornar artigos colecionáveis, e mesmo hoje eles chegam a ser negociados por uma quantia considerável.
O apoio que o imperador recebia dos comerciantes e da população local se traduzia em prosperidade para a cidade, que começou a atrair turistas que queriam tirar fotografias e ouvir o que o homem tinha a dizer.
Norton tinha ideias ambiciosas que só seriam realizadas quase um século depois. Ele até mesmo defendeu que os negros tivessem direito a frequentar escolas públicas e usufruir do sistema de transportes, precedendo em quase cem anos as conquistas de Martin Luther king.
Durante seus 21 anos de reinado, Norton continuou a escrever decretos e a enviar correspondências para as autoridades políticas. Em uma delas, ele ofereceu casar-se com a rainha Vitória e unificar novamente os dois reinos.
Muito se discute se o próprio Norton se levava a sério, se era louco, ou se só fazia das suas peripécias para ter um meio de vida.
Fosse qual fosse o caso, a população via em Norton mais do que um entretenimento. Via nele um símbolo de protesto contra o governo central corrupto.
No fim das contas não é difícil saber o porque da população local simpatizar tanto com Joshua Abraham Norton. Os homens que de fato ocupam a função de rei ou cargos similares vem sujeitando a humanidade aos piores males desde tempos imemoriais.
Já Norton não detinha nenhum poder político real, mas era isso que o tornava bem visto. Por ser quem era, a população de forma voluntária o tratava como rei e o cumprimentava nas ruas com toda a cerimônia. E o imperador, é claro, retribuía a gentileza, até distribuindo títulos de nobreza, principalmente para as crianças, que ele gostava bastante.
Os jornais declaravam o seguinte sobre Norton I:
“Norton foi em seu tempo um respeitável comerciante, e desde que ele vestiu o Manto Imperial ele não derramou nenhum sangue, não roubou ninguém e não pilhou país nenhum, o que é mais do que pode ser dito de qualquer outro nesse ramo.”
Na cultura pop, Norton foi retratado em um quadrinho do personagem Sandman, da DC Comics. Nessa história, a humanidade é influenciada por sete entidades que correspondem a algum aspecto da existência, conhecidos como os sete perpétuos.
Nesse arco, após Norton ir a falência, a entidade desespero desafia outra entidade, o sonho, a salvar aquele pobre homem.
A entidade aceita, e dá a Norton um propósito: o sonho de ser o imperador dos Estados Unidos.
Assim, Norton passa a ser o louco que acreditava ser o imperador dos estados unidos, mas foi essa loucura que o manteve são.
Ainda assim, mesmo em uma HQ, a morte era o destino que esperava Norton.
A entidade morte, um dos perpétuos de Sandman, veio também para Norton e o acompanhou até a vida após a morte, observando que de todos os imperadores, rainhas e reis do mundo que ela tinha tomado, ela gostava mais dele.
Essa história é de autoria do célebre Neil Gaiman, retratada no arco espelhos distantes, cuja leitura é mais que recomendada.
De toda essa história, fica aquele sentimento indescritível de que seria muito melhor que os imperadores e reis fossem realmente como Joshua Norton, um homem que ninguém pode acusar de violar os direitos individuais de terceiros.
Mas, quem sabe no futuro, todos os mandatários estatais não venham ser de fato como Joshua Norton?
Se nossas estimativas estiverem corretas, em breve o estado poderá estar impossibilitado de ultrapassar as barreiras de privacidade das tecnologias descentralizadas, impedindo o confisco de bens na forma de tributos.
Então, talvez o imperador Norton cumpra um propósito quase profético, prefigurando que, sem o poder de impor seus próprios decretos, os políticos muito em breve estarão fadados a tornarem-se meras curiosidades turísticas vestidas com um chapéu espalhafatoso...
Esse sem sombra de dúvidas é um sonho digno de ser sonhado.
 
http://emperornortontrust.org/emperor/life
https://sandman.fandom.com/wiki/Norton_I
https://contraditorium.com/2018/08/16/o-rei-dos-malucos-beleza-joshua-norton-imperador-dos-estados-unidos/
http://mundotentacular.blogspot.com/2019/07/norton-i-vida-e-o-reinado-do-primeiro-e.html
https://odisseialiteraria.com/norton-i-america-s-first-emperor
https://oblogtextaculos.wordpress.com/2009/09/19/norton-1-o-imperador-dos-estados-unidos/
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/joshua-norton-comica-trajetoria-do-primeiro-e-unico-imperador-dos-estados-unidos.phtml
https://history.uol.com.br/noticias/os-estados-unidos-ja-tiveram-um-imperador

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